Cinco Flores
Afundo-me nas bochechas
róseas dele
que ao meu primeiro elogio
avermelham-se
Meu dedos tocam sua pele e
ele sorri,
E ao seu ouvido faço juras,
arrepiamos-nos.
Ainda envergonhados lhe dou a
primeira flor.
É concedida a permissão ao nosso arrepio
Tomamos sorvete e extroversão, beijo-o
Ele corresponde, felicidade pulsa
Tiro da sacola e o entrego, a flor segunda.
Ao amanhecer tudo é lindo, funcional
Corro até ele que me espera em nosso local, entre as árvores
E o sinto e ele me sente, é poético é animal
Ele me confessa que me ama, eu já o fizera
Das plantas rasteiras colho a terça flor.
Luas e sóis, árvores e sensações
Acordo ávido por ele, corro até sua casa
Ele não se levanta, beijo-o e lhe entrego
a quarta flor, ele se alegra, alegro-me também.
Encontramos-nos formalmente e perpendiculares
Ele sereno eu desesperado
Beijo-o, lhe entrego a última flor
Que com ele se vai e não volta.
[01 de junho de 2015]
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