Sobre amores efêmeros e decepções momentâneas

Te amo em ênclise, pois estas a frente do próprio amor
Amo-te sobre protesto e te venero com cautela
E aguento em minha angústia a tua espera
E te perco ao esvair-me em furor
Esqueço-te para poupar-me de tanta dor
E apagar-te-ei de tudo, de minha mazela
E mesmo que disforme eu me torne quimera

Salvarei o que sinto me pondo em torpor

[10 de abril de 2015]

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