Suicídio
Só quem se jogou de um
prédio
voou até a morte, seu
remédio
Vislumbrou sua plena
decisão
forjada no súbito da emoção
Dissociou-se de seu desespero
apaziguou-se no efêmero
Abriu mão da experiência
condenou o mundo a sua ausência
Abnegou-se do eros pleno
transformou-se no seu veneno
Calou seu presente e futuro
jazido no escuro
No fim, arrependimento
um lamento
e nada mais.
[11 de fevereiro de 2015]
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